Você está trabalhando mais ou trabalhando melhor?
Pesquisa mostra que produtividade é o principal fator por trás dos investimentos em tecnologia nas empresas em 2026. E isso traz uma pergunta importante para as pequenas e médias empresas.

Tem empresário que termina o dia exausto e ainda sente que não conseguiu fazer tudo o que precisava.
Atendeu cliente. Respondeu WhatsApp. Conferiu pagamento. Mexeu em planilha. Resolveu problema da equipe. Fez orçamento. Correu atrás de fornecedor.
No fim do dia, vem aquela sensação: “Hoje eu trabalhei pra caralho.”
Mas trabalhar muito não significa necessariamente produzir muito.
E essa diferença tá ganhando cada vez mais importância no mundo dos negócios.
Tecnologia não tá sendo usada só para cortar custos
Um estudo realizado pela IDC a pedido da Associação Brasileira das Empresas de Software, a ABES, mostrou que o aumento da produtividade é o principal fator que deve influenciar os investimentos em tecnologia das empresas em 2026.
Entre os participantes da pesquisa, 43% apontaram produtividade como fator de influência.
Já a redução de custos apareceu em décimo lugar, com 13%.
O levantamento ouviu 107 tomadores de decisão de TI de empresas com mais de 100 colaboradores. Ou seja, não dá pra transformar esse número em uma fotografia de todas as pequenas empresas brasileiras, mas o sinal que ele apresenta é bastante interessante:
tecnologia não tá sendo pensada apenas para gastar menos. Tá sendo pensada para fazer melhor e produzir mais.
E o que isso tem a ver com você?
Tudo.
Porque produtividade não começa necessariamente comprando um software caro ou implantando uma inteligência artificial sofisticada.
Às vezes, começa com uma pergunta muito simples:
Por que a gente ainda faz isso desse jeito?
Se alguém da empresa passa duas horas por dia copiando informações entre planilhas, existe um problema. Se o vendedor responde manualmente as mesmas perguntas dezenas de vezes, existe um problema. Se o dono precisa interromper o trabalho toda hora para resolver pequenas tarefas que poderiam seguir um processo, existe um problema.
E se a resposta para tudo isso for:
“É porque sempre foi assim.”
Pronto! Dedectado o problema, sua mentalidade não acompanhou o ritmo acelerado do mercado que está inserido e das tecnologias.
Produtividade não é fazer mais coisas
Esse é um ponto que muita empresa confunde. Produtividade não significa colocar mais tarefas na agenda. Também não significa fazer a equipe trabalhar até mais tarde e muito menos transformar todo funcionário em uma máquina.
Produtividade é conseguir direcionar tempo, pessoas e recursos para aquilo que realmente gera valor para o negócio.
Uma tarefa repetitiva pode ser automatizada. Uma informação pode ficar disponível em um sistema em vez de depender de alguém procurando numa conversa antiga. Um atendimento pode ser organizado antes de chegar ao vendedor. Um processo pode ser documentado para não depender exclusivamente da memória de uma pessoa. Uma ferramenta de inteligência artificial pode ajudar em determinadas atividades. É óbvio que a tecnologia sozinha não resolve uma empresa desorganizada, mas facilita bastante o processo resolvendo um problema real.
Antes de comprar tecnologia, olhe para o processo
Esse talvez seja o ponto mais importante.
Não adianta contratar uma ferramenta porque todo mundo tá falando dela.
Primeiro vem o problema. Depois, o processo e só então a tecnologia.
Se a empresa não sabe exatamente onde perde tempo, onde surgem erros ou onde existe trabalho repetitivo, provavelmente ainda não sabe o que precisa automatizar.
Por isso, antes de perguntar:
“Qual ferramenta eu compro?”
Talvez seja melhor perguntar:
“Onde minha empresa tá desperdiçando tempo?”
A resposta pode revelar uma oportunidade muito maior do que simplesmente comprar mais uma ferramenta.
A pequena empresa também pode ganhar produtividade
Durante muito tempo, transformação digital parecia coisa de empresa grande.
Grandes sistemas. Grandes equipes. Grandes investimentos.
Isso mudou amigo. Hoje existem soluções em nuvem, softwares por assinatura, automações e ferramentas de inteligência artificial que podem ser utilizadas por empresas de diferentes tamanhos. Abrindo um parêntesis aqui: (é justamente esse tipo de solução que ofereço aos meus parceiros. Se quiser saber mais clique aqui)
A própria ABES destacou recentemente que a transformação digital das PMEs já não depende necessariamente de grandes investimentos, mas de decisões mais bem direcionadas sobre onde e como utilizar tecnologia.
Isso não significa que toda PME precise sair comprando tecnologia. Significa que o empresário precisa começar a olhar para a própria operação com outros olhos.
Porque talvez o problema não seja falta de gente, mas o excesso de tarefa manual.
Talvez não seja falta de vendas, mas um processo comercial mal organizado.
Talvez não seja falta de tempo, mas um tempo a mais gasto com aquilo que poderia ser simplificado.
A pergunta que vale fazer hoje
Cê não precisa transformar sua empresa inteira de uma hora pra outra.
Começa pequeno. Escolhe uma tarefa que acontece todos os dias. Pergunta quanto tempo ela consome. Veja quantas vezes precisa ser repetida. Identifique onde acontecem os erros.
E então procure uma forma melhor de fazer.
Pode ser um software, uma automação, um agente de IA ou simplesmente um processo mais organizado.
Porque tecnologia não deveria entrar na empresa para parecer moderna. Deveria entrar para fazer a empresa funcionar melhor. E talvez a pergunta mais importante para 2026 não seja: “Quanto custa essa tecnologia?”, mas “Quanto tá me custando continuar fazendo tudo do jeito antigo?”
O que opina sobre tudo isso? Deixe nos comentários, quero lê-lo ;-)











Comentários